A expressão arte
como tecnologia na falta de outra,
deveria servir para evitarmos o equívoco do privilégio do meio. Seria,
portanto, um engano dar a uma técnica, tradicional ou avançada, o lugar de
protagonista na produção artística, pois
se poderia facilmente sucumbira um formalismo envelhecido. Desessencializar o
meio, porém, não
significa necessária ausência de preocupação com a forma,
ainda que
muito da produção atual se efetue na dimensão do informe e
do conceitual.
Certo é que há
diferenças entre os meios, no que diz respeito aos efeitos estéticos, éticos,
sensoriais e mentais. As diferenças de sentido, entretanto, não podem implicar
a fetichização de uma nova técnica. Essa pode implicar a renovação dos
questionamentos e a atualização de noções, mas os problemas da cultura
artística de um determinado
momento histórico não podem ser abandonados.
Uma das coisas
mais comuns nesse mundo seria o momento em que o artista larga o antigo, pra
usar o novo no caso a tecnologia como um meio mais rápido e fácil pra se fazer
os seus trabalhos, porém não são todos que se deixam levar por ela fica uma
arte bonita e chamativa só que muitas vezes recebe criticas duras e muito
preconceito pelo simples fato de ter sido feito no computador.Desde os anos 90
falamos de ciberespaço. Nos anos 70, falava-seem videosfera. O computador
pessoal surge por volta do mesmo momento em que apareciam os equipamentos
Portapack de vídeo. A Sony levou
ao mercado esse equipamento no final dos anos 60, e o início
da década
seguinte introduziria o videocassete no mercado. Pierre Lévy
fala que a
internet é criada nos anos 60 por uma geração que deseja
compartilhar
seus conhecimentos e idéias livremente. Com efeito, o uso
civil do
computador, segundo o próprio Lévy disseminou-se na década
de 1960,
ma s foi nos anos 7
0 que se deu a“ virada fundamental ” com o desenvolvimento e a comercialização
do microcomputador.