28 maio 2012

Resenha "Arte e Tecnologia"


   A expressão arte como tecnologia  na falta de outra, deveria servir para evitarmos o equívoco do privilégio do meio. Seria, portanto, um engano dar a uma técnica, tradicional ou avançada, o lugar de protagonista  na produção artística, pois se poderia facilmente sucumbira um formalismo envelhecido. Desessencializar o meio, porém, não
significa necessária ausência de preocupação com a forma, ainda que
muito da produção atual se efetue na dimensão do informe e do conceitual.
    Certo é que há diferenças entre os meios, no que diz respeito aos efeitos estéticos, éticos, sensoriais e mentais. As diferenças de sentido, entretanto, não podem implicar a fetichização de uma nova técnica. Essa pode implicar a renovação dos questionamentos e a atualização de noções, mas os problemas da cultura artística de um determinado
momento histórico não podem ser abandonados.
     Uma das coisas mais comuns nesse mundo seria o momento em que o artista larga o antigo, pra usar o novo no caso a tecnologia como um meio mais rápido e fácil pra se fazer os seus trabalhos, porém não são todos que se deixam levar por ela fica uma arte bonita e chamativa só que muitas vezes recebe criticas duras e muito preconceito pelo simples fato de ter sido feito no computador.Desde os anos 90 falamos de ciberespaço. Nos anos 70, falava-seem videosfera. O computador pessoal surge por volta do mesmo momento em que apareciam os equipamentos Portapack de vídeo. A Sony levou
ao mercado esse equipamento no final dos anos 60, e o início da década
seguinte introduziria o videocassete no mercado. Pierre Lévy fala que a
internet é criada nos anos 60 por uma geração que deseja compartilhar
seus conhecimentos e idéias livremente. Com efeito, o uso civil do
computador, segundo o próprio Lévy disseminou-se na década de 1960,
ma s   foi nos anos 7 0 que se deu a“ virada fundamental ” com o desenvolvimento e a comercialização do microcomputador.